Tudo sobre escolas de Japonês no Japão
- Ju

- 16 de nov. de 2025
- 5 min de leitura
Seu Passaporte para o Japão: Estudando o Idioma
Se você busca uma forma mais concreta de morar no Japão, que não exija passar por um processo seletivo de emprego e está disposto a investir em sua educação, o caminho do visto de estudante de língua japonesa é a alternativa ideal.
Para facilitar sua vida neste processo, existem agências especializadas, como a Go!Go!Nihon!, a LivingJapan e a Japan2You. Todas são focadas em escolas de línguas no Japão e oferecem suporte em português para nós, brasileiros.
Como a Agência Ajuda (e o Custo Real)
O processo é simplificado:
Você entra em contato com a agência por e-mail, informa seu nível de japonês, por quanto tempo deseja estudar e quais são seus objetivos (por exemplo, entrar em uma universidade ou buscar um emprego no Japão).
A agência seleciona escolas que se encaixam no seu perfil e auxilia em todo o processo burocrático de matrícula e obtenção do visto.
É fundamental entender: as agências não ganham dinheiro através dos alunos. Todos os valores que você irá pagar são apenas os custos estabelecidos pelas próprias escolas.
Nota da Autora: Não estou sendo paga para falar sobre nenhuma dessas agências, antes que me perguntem. Meu plano inicial era vir para o Japão como estudante e estive em contato com a Go!Go!Nihon. O suporte em português é uma grande ajuda na hora de lidar com a papelada e a burocracia do processo de visto.
Links Úteis:
Agência Go!Go!Nihon! (com suporte em português): Go! Go! Nihon
Agência LivingJapan (com suporte em português): Living Japan
Agência Japan2You (com suporte em português): Japan2You Intercâmbio

Objetivo Maior: Universidade ou Carreira
Algumas escolas de idioma têm um foco que vai além do básico, preparando você para metas específicas no Japão:
Foco na Carreira: Muitas oferecem aulas de "Business Japanese" (Japonês para Negócios), ensinando vocabulário apropriado e como se portar em entrevistas.
Foco na Academia: Para quem deseja entrar em uma universidade japonesa, começar em uma escola de línguas preparatória para o vestibular é uma excelente estratégia. Sim, você precisará fazer um vestibular caso queira entrar em uma faculdade japonesa!
O vestibular para estrangeiros não é o mesmo que os estudantes japoneses fazem. Existem universidades especializadas e até cursos limitados com aulas em inglês. Se você tem um curso específico em mente, minha sugestão é:
Pesquise a melhor universidade na sua área de estudo.
Foque em aprender japonês. Algumas universidades podem não pedir o vestibular, mas exigirão que você tenha, no mínimo, o nível N2 do JLPT (Teste de Proficiência em Língua Japonesa).
Para saber mais sobre o teste de proficiência oficial: Site Oficial do JLPT

Minha Jornada Pessoal de Aprendizado e a Escolha da Escola
Desde que comecei a estudar japonês, no final de 2017, explorei diversos métodos: autodidata, Kumon, professor particular, apostilas, sites e aplicativos. Mas uma verdade era clara: para alcançar a fluência de forma eficiente, eu precisaria vir ao Japão, estudar em uma escola e vivenciar uma imersão total por, pelo menos, um ano.

Após dois anos de pesquisa e planejamento financeiro, eu e meu marido finalmente chegamos ao Japão. A busca pela "escola perfeita" continuou. Meu foco era uma escola renomada, com bons reviews, que desse suporte para as provas do JLPT e me ajudasse a conseguir um emprego na minha área. Reforçando: com exceção da área de tecnologia, o mercado de trabalho japonês exige, no mínimo, um japonês intermediário (JLPT N3).
Com as matrículas fechadas em 2020, tive tempo para pesquisar com calma. Encontrei o Shinjuku Language Institute (Shinjuku Nihongo Gakkou - 新宿日本語学校). Pude visitar a escola e, o que foi decisivo, recebi todo o suporte de matrícula em português. Decidi que ali seria meu ponto de foco em 2021.
Por Dentro da Escola SNG: O Método Visual Learning
Para que este post ajude você a tomar sua decisão, divido aqui minhas impressões após o primeiro trimestre na escola de Japonês SNG!
O que me levou a escolher o Shinjuku Language Institute foi o seu método exclusivo, chamado "Visual Learning" ou "Estudo Visual". Com o tempo, descobri que a associação visual funciona muito melhor para mim do que qualquer outro método. O método Ezoe, criado pelo professor Takayoshi Ezoe, usa estímulos visuais, cores e imagens, fugindo dos livros convencionais como Minna no Nihongo ou Genki.
O objetivo, segundo o próprio Ezoe Sensei (Professor Ezoe), que morou em diversos países, é otimizar a absorção e o entendimento da língua japonesa para estudantes estrangeiros, especialmente os ocidentais:
"Buscando alinhar-se a um sistema educacional ideal, acreditamos que podemos contribuir tanto para a educação da língua japonesa como também para a educação especial. Além disso, nos responsabilizando em transmitir sobre a globalização mundial, capacitando assim ainda mais o entendimento cultural entre o Japão e o mundo." – Takayoshi Ezoe
Você pode encontrar a descrição completa do método diretamente no site da escola, com suporte em diversas línguas: Shinjuku Japanese Language Institute (SNG).
A Experiência de Estudo (Básico 1 ao Básico 2)
Estou matriculada no curso intensivo, com o objetivo de alcançar o nível N3 de proficiência ao final deste primeiro ano. Todos os cursos funcionam em esquema trimestral, com provas finais a cada três meses para definir a subida de nível.
Fiz um teste de nivelamento e optei por entrar no nível Básico 1 do intensivo, que comprime matérias dos níveis N5 e N4 do JLPT. Seguir a partir desse ponto me permitiu revisar gramáticas que já conhecia, mas dentro do novo método, facilitando a compreensão do sistema dali para frente.
Minhas Considerações Finais após 3 Meses de Imersão
Depois de estudar por três meses e passar para o nível Básico 2 (que finaliza N4 e introduz o N3), minhas considerações são:
Raciocínio no Idioma: O método visual foi crucial. Agora consigo formular frases simples diretamente em japonês, sem a tradução mental, o que agiliza a comunicação rápida com os nativos.
Imersão Funciona: Estudar quatro horas por dia, de segunda a sexta, com todas as aulas ministradas em japonês, faz uma diferença brutal. As professoras utilizam pouquíssima outra língua nas explicações, forçando a imersão total.
Melhora na Comunicação: A imersão constante melhorou minha audição, pronúncia e a fixação de novas palavras. Estar em sala de aula, conversando e falando ativamente, é muito mais eficaz do que o estudo passivo.
Esforço Pessoal: É fundamental entender que nenhuma escola fará todo o trabalho sozinha. Mantive o estudo constante em casa, fazendo os exercícios e estudos à parte. Percebi que os alunos mais dedicados evoluíram muito mais rápido.
Para acompanhar a aula básica é preciso, sim, de um conhecimento prévio de japonês.
Nos conte nos comentários: Qual é o seu objetivo de fluência em japonês e qual caminho você planeja seguir?
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